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Chasing Happiness(2019)

Há um ano | Documentário, | 1h36min

de John Taylor, com Nick Jonas, Joe Jonas, Kevin Jonas e Sophie Turner


De 2005 até a sua separação em 2013, os Jonas Brothers eram uma sensação internacional. Todos os adolescentes conheciam os nomes e caras de Joe, Kevin e Nick, e o mundo acompanhou de fora o seu crescimento, bem como mais recentemente o seu regresso.

Assim, no contexto de preparação do seu primeiro álbum em seis anos, intitulado Happiness Begins, foi-se desenvolvendo também o documentário Chasing Happiness. Este foi lançado no início deste mês na Amazon Prime e procurou contar toda a sua história como banda e irmãos do ponto de vista dos mesmos, englobando os desafios crescendo tanto musicalmente como pessoalmente na fama, à separação e eventual reconciliação.

A edição de Grant MacDowell foi um elemento chave ao juntar vários vídeos caseiros de anos atrás com as entrevistas recentes aos protagonistas, aos seus pais e a outros que trabalharam proximamente com eles. Nesta última categoria insere-se o próprio realizador, John Taylor, que já foi guitarrista e realizador musical dos Jonas Brothers.

Com esta familiarização houve uma maior facilidade em criar um ambiente de honestidade e incorporação de verdades individuais aos momentos apresentados entre os três. As cenas dos irmãos a jogar um jogo de bebida enquanto respondem a perguntas difíceis são um exemplo perfeito disto, destacando-se como um claro triunfo em oposição de outras claramente muito mais encenadas.

Do mesmo modo, é necessário relembrar que como foi produzido tão proximamente dos ditos “objetos de estudo” e dos seus pontos de vista, não é de todo para ser visto como um documentário jornalístico. E, mesmo antes do lançamento de um novo álbum, foi em maioria estreado de encontro com uma motivação promocional, um golpe de marketing. Do princípio ao fim é bom ter isso em mente porque por essa mesma razão por vezes é similar a um reality show.

Não digo que divulgue mentiras, mas é muito subjetivo. Uns tópicos acabam por ter um tom ligeiramente melodramático e outros, nem todos, considerados de maior escândalo são passados à frente com menos explicação do que o provavelmente procurado ou “esquecidos”.

No geral, destaca o crescimento pessoal e individual de cada um deles depois da separação da banda como essencial. Segundo o que foi dito, as discussões, as carreiras separadas, encontrar o amor e tudo o resto foi necessário para reconstruir mais tarde a relação entre os três.

Isto faz com que o documentário não passe mais do que uma justificação de tudo o que aconteceu para satisfazer os fãs. Ou seja, é algo que os admiradores decerto apreciarão, mas para os de fora nada de particular interesse partilha. Eu, por exemplo lembro-me de ver o Camp Rock (2008) uma vez há vários anos, mas o meu conhecimento sobre os Jonas Brothers parava aí. Agora sinto-me indubitavelmente mais culta, no entanto, não fui totalmente convertida. Mas isso já são gostos musicais.

Contudo, para quem se recorda dos maiores êxitos da banda, para quem tinha um favorito e especialmente para quem achava o Kevin o irmão dispensável, Chasing Happiness é para vocês. 


Margarida Nabais
Outros críticos:
 Pedro Horta:   8