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La Casa de Papel - Parte 4(2020)

Há 7 meses | Ação, Crime, Mistério, |

de Álex Pina, com Úrsula Corberó, Álvaro Morte, Itziar Ituño, Jaime Lorente, Alba Flores, Miguel Herrán, Rodrigo De La Serna, Esther Acebo, Pedro Alonso, Hovik Keuchkerian, Enrique Arce, Najwa Nimri e Luka Peros


Atenção: esta crítica irá conter spoilers das 3 primeiras partes de La Casa de Papel. Se ainda não as viu, não continue a ler!

A tão aguardada parte 4 de La Casa de Papel chegou no passado dia 3 de abril. A série volta com alguns assuntos para resolver, o Professor (Álvaro Morte) tem de lidar com a morte de Lisboa (Itziar Ituño) e o grupo tenta salvar a Nairobi (Alba Flores), que foi baleada no final da parte 3. O cenário continua a ser o Banco de Espanha, o objetivo continua ser sair com o ouro derretido.

Pessoalmente sinto que esta tem sido uma série de altos e baixos, penso que, apesar de conseguir manter a qualidade, La Casa de Papel tem vindo a perder a essência que a caracterizava e já tem um par de temporadas a mais. Mas voltando ao que interessa.

A narrativa começa devagar, mas de um momento para o outro explode. Os planos ficam cada vez mais mirabolantes, mas com um acrescento, a violência. Foi uma aposta arrojada, mas com o escalar dos problemas também houve um escalar de violência. Esta foi uma das partes que contribuiu para o perder da essência, havendo alturas com cenas tão ridículas que parecia que estava a ver um capítulo novo de Fast and Furious.

Isto é justificado pelo facto do Professor pensar que tinha perdido a Lisboa, porém não sinto que encaixe muito bem na série, contrastando claramente com a mensagem que pretenderam passar com as primeiras duas, talvez três, partes.

De facto a equipa passa por bastantes mais dificuldades que nas partes passadas, Sierra (Najwa Nimri), a negociadora a cargo do caso, mostrou-se muito mais capaz de combater os planos do Professor do que os seus antecessores. E não está só, mas pouco mais posso dizer sem estragar a experiência.

Narrativas à parte, algo que não muda em La Casa de Papel são as excelentes interpretações. Mais uma vez não há um ator nem atriz que não tenha estado bem, havendo personagens fantásticas. Dentro de tudo, a personagem que mais me impressionou foi o Denver (Jaime Lorente). Jaime Llorente voltou com uma importância redobrada, a sua relação com a Estocolmo (Esther Acebo) é bem explorada e constitui um dos centros desta nova parte.

Na verdade ficaram mais pontas soltas do que as deixadas pela parte predecessora, o que me deixa preocupado sobre quanto mais conseguirão ''enrolar'' antes de estragar a série. Fica no ar uma quinta parte.

Para concluir, La Casa de Papel fugiu ao seu conceito original para se prolongar, algo que surge naturalmente devido à inclusão da Netflix no projeto. Apesar disso consegue manter alguma da qualidade a que nos habituou, com uma trama que continua a surpreender pela sua originalidade.


Pedro Freitas
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